Margarida Augusta de Azevedo Relvas, a mais nova de cinco filhos de Carlos Relvas e de Margarida Amália Vasconcelos Relvas, cresceu num ambiente de grande proximidade ao meio fotográfico. O estúdio paterno funcionava como espaço de sociabilidade, experimentação técnica e cultura visual partilhada. Identificou-se inicialmente como élève de son père e desenvolveu a sua prática no estúdio secundário da Quinta do Outeiro antes de partilhar o espaço principal com o pai.
Realizou retratos, composições florais e vistas de paisagem e começou a expor aos treze anos. Em 1880, participou na Exposition Internationale de Photographie de Gand, onde obteve diploma de honra e medalha de vermeil, e tornou-se a primeira portuguesa admitida na Sociedade Fotográfica de Viena em 1881. Participou ainda nas exposições da Union Centrale des Arts Décoratifs em 1882 e 1883, na Deuxième Exposition Internationale de Photographie de Bruxelas, onde foi a única mulher premiada, e na Exposição Internacional de Photographia do Porto em 1886, onde recebeu medalha de ouro.
Colaborou em revistas ilustradas como Illustração Universal, A Illustração Portugueza, O Occidente e A Arte Photographica. Casou-se em 1886 com Alberto de Campos Navarro e afastou-se progressivamente da fotografia. Dedicou-se ao desenho e à pintura e deixou um Álbum Artístico com aguarelas e obras a óleo datadas até 1897.